clique e saiba mais
 

Trinta anos ou mais
Por Celso Nogueira

Algumas casas tradicionais paulistanas pouco mudaram nos últimos trinta anos.




Continuam sendo locais simples, com opções reduzidas, distantes da sofisticação que impera entre os estabelecimentos pernósticos ora dominantes. Para quem procura pastelaria, casa de esfiha ou boteco pré-gourmet, segue um roteiro imperdível, num verdadeiro túnel do tempo prandial.
Faltou muita coisa. São Paulo é um mundo inteiro.

PASTELARIAS

Changai - Há mais de 50 anos oferece uma imensa variedade de três pastéis – carne, queijo e – adivinhem – palmito! Mas tem também esfiha oriental e coxinha máxi, na tradição desaparecida das pastelarias. Para acompanhar, um inevitável caldo de cana. Fecha cedo, os pastéis são servidos em pratinhos de alumínio mais batidos que pandeiro, sobre quadradinhos de papel de embrulho. Na parede, os pavorosos azulejos decorados dos anos 1960, modernosos em laranja e marrom. Avista-se do balcão comprido a bancada e a máquina de pastel, que é bem barato. Praça da Árvore, 23, Jabaquara.  2276-0958. Claro que não tem site.



Yokoyama –
Pastel tem de ser frito na hora, como os da Yokoyama. Ali o bolinho de bacalhau também faz sucesso. Av. Lins de Vasconcelos, 1365, Cambuci. 3207-9613.



Hocca –
O pastel de bacalhau deu fama do boxe, inaugurado nos anos 1950, no Mercadão. Filas nos finais de semana. Atendimento simpático e caótico, um pouco menos confuso e tumultuado no mezanino. Vale também pedir sanduba de mortadela. Rua da Cantareira, 306 (Mercado Municipal, Rua G, boxe 7), 3227-0839/6938. Boxe 7: 7h/17h (fecha dom.); mezanino: 8h/18h (sex. até 20h; dom. até 16h; fecha seg.). www.hoccabar.com.br



BARES



Bar
Sujinho Ali a bisteca é o crime da madrugada, para quem tem estômago forte, mais ainda se precedida pela salada de repolho. O pintado na brasa vale a pena no popular Bar das Putas. Rua da Consolação, 2063. 3231-5487.

Ponto Chic – Vários endereços, mas o pioneiro encontra-se no centro. Ali nasceu o lendário Bauru, sanduíche de rosbife, pepino em conserva, tomate e queijos. Nos bares mais simples é feito um primo pobre com presunto, queijo e tomate, apenas. De um jeito ou de outro, entrou para a história. Largo do Paiçandu, 27. 3222-6528.



Bar
das Empanadas – O dono mudou, a freqüência também. Saíram os candidatos a cineasta e entrou a moçada que hoje comanda a Vila Madalena. A empanada continua boa, o lugar descontraído, informal. Rua Wisard, 489, Vila Madalena. 3032-2116.



Jabuti
– Quando a Joaquim Távora entrou na moda encontrou na esquina em frente ao biológico o herdeiro espiritual do Bar das Empanadas. No Jabuti não tem empanada, especializa-se em peixes e frutos do mar. Mas lá se reúnem os cineastas e cinéfilos, após as sessões da Cinemateca, ali pertinho, no largo Raul Cardoso. Boteco com estupendo peixe frito e boas ostras a preço camarada. Casquinha de siri, polvo, rã. Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1315, Vila Mariana. 5549-8304.



ÁRABES



Jaber e
Catedral – Lado a lado, pão a pão, disputam há décadas quem faz a melhor esfiha num bairro de forte presença sírio-libanesa, o Paraíso. Na calçada da rua Domingos de Morais, nos números 54 e 86, com vista para a Catedral Ortodoxa, as duas formidáveis casas de cozinha árabe competem amigavelmente. A Catedral se destaca pelo quibe redondo com nozes e a esfiha de zátar, receita do libanês Faouzi Iskandar Bou Khazaal preparada hoje pelo filho Sérgio. Mas a esfiha aberta de carne da Jaber é um clássico. Pena que nem todas as filiais da Jaber mantenham a qualidade. Ali perto mesmo, na Morgado de Mateus, as esfihas podem chegar duras, velhas e frias à mesa, o quibe redondo parece uma roda de madeira. Rua Domingos de Morais, 54 e 86, Paraíso. Catedral – 5579-5122. Jaber - 5579–2777, 8h/22h30 - www.jaber.com.br



Esfiha Paco
- Destoando da onda chique que cobriu o Itaim, no Paco tem televisão ligada, garçom velho, mesa comum e ótima comida árabe. Rua Tabapuã, 658, Itaim Bibi. 3078-5368

Restaurante Raful – No Centro, perto da 25 de março, outro reduto árabe. Ali se fala a língua materna e português com sotaque. O salão é comprido, o garçom lerdo e confiado. Os pratos árabes não são caros, o bom humor impera. Rua Comendador Abdo Schahin, 118, Centro. 3229-8406


 

Por Celso Nogueira - tradutor, editor e redator especializado em alimentos e bebidas, trabalha com marketing de relacionamento em uma multinacional e faz traduções literárias e gastronômicas, além de realizar palestras e conduzir degustações sobre gastronomia, cachaça e charutos. Foi um dos fundadores e atuou como diretor da confraria Cigar Club.

 

 
  Newsletter
Cadastre-se e receba nossas
novidades em seu email.
Nome:
Email:


 
     
  Charutos Personalizados
Comemore o nascimento de seu filho, casamento ou uma conquista de sua empresa com charutos personalizados.



 
     
   Telefones:  (11) 5096-2494 / 5041-1596
  © Copyright Charutos e Bebidas. Todos os direitos reservados.
  Qualquer reprodução deste material deverá ser feita com autorização.