Só restam duas cervejas defumadas de Bamberg
Por Celso Nogueira

Durante um milênio uma cerveja especial foi amplamente produzida em Bamberg, na Baviera, a Bordeaux da cevada.

Encorpada, a rauchbier original tem o sabor do malte seco em forno a lenha. Atualmente, duas cervejarias preparam a incomparável breja defumada de Bamberg: Schenkerla e Spezial. No Brasil a Einsenbahn faz uma rauchbier mais tropical. Todas duas combinam bem com charutos.

A boa notícia é que a Schenkerla Marzen pode ser encontrada no Brasil, importada pela Casa da Cerveja, de São Paulo, à rua Lisboa, 502 - Cerqueira César – Tels: (11) 2538-5136,  9659-5131 e 8388-2569 - www.casadacerveja.com.br

Rauchbier é um jeito alemão de cerveja de baixa fermentação no qual a secagem do malte de cevada se faz com a  queima de madeira, que produz fumaça. Antigamente este processo era muito utilizado na Alemanha, mas foi sendo substituído por outros métodos que davam maltes mais claros, devido ao sucesso das cervejas claras. Hoje duas cervejarias produzem essa cerveja na cidade, a Brauerei Spezial e a Heller-Bräu Trum KG, que faz a Aecht Schlenkerla Rauchbier.

O nome Schenkerla vem do dialeto da Francônia, no qual uma certa forma de andar era chamada de "schlenkern", sendo atribuída ao efeito do álcool. É o famoso andar de bêbado. As pessoas foram chamando a taberna da cervejaria por este nome, que permanece até hoje. O la final é um sufixo diminutivo típico do francônio.

Nos rótulos das garrafas há um desenho que mostra esta forma de andar, inclusive atribuída a um antigo proprietário. O nome completo da cerveja resulta da união das palavras Aecht, que significa genuíno em alemão antigo, Schlenkerla, que descreve a forma engraçada de andar e Rauchbier, cerveja defumada, já que rauch é fumaça em alemão. Schlenkerla é uma cerveja escura, aromática,  com 13,5 por cento de extrato original, equivalente a um teor alcoólico de 5,1 por cento.

Em Bamberg na região inteira a fabricação de cerveja esteve ligada aos mosteiros. Os monges alemães se destacaram pelo vinho, e mais ainda pela cerveja, cujo consumo era permitido na Quaresma. No mais antigo documento a respeito o bispo de Bamberg, conhecido como santo Otto (1102-1139), concedeu o direito de fazer cerveja (dimidiam carratam cerevisiae) ao administrador da Gestungshausen (distrito de Coburg). 

Bamberg é uma cidade no estado da Baviera, Alemanha. Está localizada na região administrativa de Oberfranken. Bamberg é uma cidade independente (Kreisfreie Städte) ou distrito urbano (Stadtkreis), ou seja, possui estatuto de distrito (kreis).
A cidade é um importante centro econômico e cultural na região da Francônia. Aqui localiza-se a sede do Arcebispado de Bamberg (em latim: Archidioecesis Bambergensis) e a Universidade Otto-Friedrich-Universität Bamberg.
Passa pela cidade o rio Regnitz que é afluente do rio Meno, e o canal Meno-Danúbio (Main-Donau-Kanal). Este canal faz a conexão entre o rio Danúbio e o rio Meno, ligando ambos ao rio Reno, possibilitando assim o transporte fluvial até o porto de Roterdam, nos Países Baixos.

As cervejarias de Bamberg são de grande importância economica, pois com apenas 70.000 habitantes a cidade tem no total dez cervejarias. A cerveja defumada (em alemão: Rauchbier). A Aecht Schlenkerla Rauchbier é a mais conhecida não só na região da Francônia, mas também por um público internacional. A taverna tradicional Schlenkerla (desde 1405), sediada no Centro Histórico, é uma importante instituição na cidade. Bamberg faz parte da região cervejeira Francônia (Bierfranken), que com mais de 300 cervejarias tem a maior densidade de cervejarias por número de habitantes do mundo.

A Shlenkerla pede carnes condimentadas, de preferência de porco. Assados, defumados e embutidos apimentados são o complemento ideal, com pão preto ou batata cozida.

A rauchbier da Eisenbahn, abrasileirada, mais suave que a original, foi desenvolvida com consultoria do especialista em tabaco Cesar Adames, e vai bem com charutos menos encorpados. Já a Schenkerla pede um cubano poderoso – Bolivar Belicoso Fino, Partagas Culebras e Montecristo Robusto, ou um Camacho hondurenho. Mas não destoa na companhia do Montecristo 3 e do Joya de Nicaragua Toro, da série Celebración, que foram harmonizações testadas recentemente pelo autor.

Fontes: Wikipedia,
http://paraquevocerveja.blogspot.com/2009/03/aecht-schlenkerla-rauchbier-marzen.html
http://www.bamberger-bier.de/_Englisch_Home.htm
http://www.schlenkerla.de/indexe.html
http://www.casadacerveja.com.br

Celso Nogueira   Celso Nogueira - Celso Nogueira - Tradutor literário, editor e colunista especializado em alimentos e bebidas, realiza palestras e conduz degustações sobre gastronomia, cachaça e charutos. Foi um dos fundadores e atuou como diretor da confraria Cigar Club.

 

 

 
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