Schnapps
Por Celso Nogueira
Schnapps Ou, mais precisamente, Obstschnapps, nome alemão para os destilados de frutas límpidos, claros como água, mas fortes, secos, de elevado teor alcoólico. O termo genérico pode ser aplicado a alguns destilados de grãos e até de batata (aaarrggghhhh!!!). Mas Obst, que significa fruta, é a dica para identificar os mais saborosos e aromáticos.

Obstler, Geist e Obstwasser também são nomes para a bebida à base de frutas, conforme a região. Geist é uma variação cujo nome vem de Himbeergeist, literalmente aguardente de framboesa.

As bebidas feitas de pêssego ou damasco (Marillienschnapps, especialidade de Innsbruck), cereja, ameixa, pêra, maçã, frutas vermelhas (Birnenschnapps) e outras não devem ser confundidas com o Schnapps consumido pelos norte-americanos, um licor doce com sabor (frequentemente artificial) de fruta.

Schnapps O Schnapps verdadeiro, uma eau-de-vie, é apreciado na Alemanha, Suíça e Áustria. Na Suíça e na Floresta Negra alemã predomina o destilado de cereja, o Kirschwasser, indispensável no preparo de fondue – dentro e fora da panela. Um dos mais conhecidos é o Schladerer. Uma única garrafa de Kammer Kirschwasser, outra marca nobre, usa dez quilos de cerejas silvestres da Floresta Negra, e dá um sabor único ao bolo de mesmo nome.

O termo Schnapps não se aplica a destilados de vinho, pois os brandies alemães são conhecidos como Branntwein. Grappas da Itália vizinha também ficam de fora. Não vale tampouco para destilados de frutas de outros países, como o Calvados francês, assim como o termo cachaça é exclusivo do Brasil. Obstschnapps mesmo, só da Alemanha, Suíça e Áustria. Bem, alguns incluem bebidas da Alsácia na história, região que guarda fortes vínculos com a cultura germânica.



Desde 1641

Schnapps Entre os melhores destiladores destacam-se os tiroleses. Tradicionalmente familiares, preparados por fazendeiros com frutas maduras do pomar, os Schnapps acompanham bem a cerveja. Se o viajante de automóvel que percorre estradinhas austríacas parar numa hospedaria ancestral, daquelas que ficam ao lado da igreja, num vilarejo como Kundl, por exemplo, pode se deparar com St. Leonard, um hotel (Landgasthof) onde a família Unterrainer destila um schnapps espetacular desde 1641. O atual proprietário, o sr. Jakob, oferece a preciosidade aos hóspedes que retornam dos passeios a pé e de bicicleta ou saem para esquiar. Mas não dá a receita para ninguém. Deixa o mistério de seu delicioso sabor ser ponderado no jardim, à sombra dos carvalhos, acompanhado de finas fatias de carne de cervo defumada e pão integral feito ali mesmo.

De todo modo, quem quiser aprender como são criados os Schnapps alemães pode ir a Oberkirch, em Baden, capital das destilarias de frutas, onde mais de 900 produtores se concentram. Ali funciona a Academia do Schnapps, na qual os formados recebem o cobiçado Wässerli-Diplom, ou Schnapps Diploma.

Os melhores Schnapps são artesanais, locais, com produção limitada. Entre as marcas comerciais de distribuição abrangente destacam-se Spitz, Stroh, Weis (do Sul), Prinz e Raunikar. Algumas mais conhecidas aparecem nas importadoras brasileiras, irregularmente. Um belo acompanhamento ao Schnapps é o charuto brasileiro, uma antiga predileção germânica (daí a presença de comerciantes e produtores alemães na Bahia, desde o século XIX, emprestando nomes como Suerdieck e Dannemann às marcas nacionais).

 

 
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