O pôquer (Poker) voltou de carona na internet
por Celso Nogueira

Modificado, o pôquer ganhou a preferência primeiro dos internautas, e logo passou a jogo preferido de amigos que se encontram para fumar um charuto, por exemplo.

O pôquer tradicional, com baralho parcial (do sete ao ás), no máximo cinco jogadores e sistema inglês de apostas, preferido em nosso país ao chamado pôquer americano (baralho inteiro e inúmeras variações), acabou perdendo muito da popularidade que teve nos anos 1960. O jogo voltou na esteira dos sites de apostas na internet e estilo USA.

Como nem sempre dá para confiar nesses sites, pois muitos vigaristas se utilizam deles para dar golpes, e como os torneios por televisão ampliaram o conhecimento do pôquer, seu retorno como passatempo entre amigos tornou-se inevitável, mera questão de tempo. E com ele vieram os inevitáveis complementos: baralhos, fichas, toalhas de mesa descoladas...

Hoje muitos amadores, que não têm interesse no aspecto financeiro e se dedicam ao pôquer como passatempo, encontram-se regularmente com a finalidade de passar algumas horas agradáveis, sem grandes compromissos. 

Homem contra máquina

As combinações do pôquer parecem ter vindo de jogos chineses muito antigos, dos quais se originaram também o Mah-Jong e o Rommy. O Pochen (blefe) e o Pacaire, jogos respectivamente alemão e francês, parecem - segundo alguns autores - ser versões locais do pôquer americano, o jogo que apresenta maior número de variedades em todo o mundo.

As máquinas podem em breve dominar o pôquer,  como fizeram com o xadrez.
Em uma partida recente entre uma pessoa e um computador, um software n um laptop comum disputou um jogo apertado, perdendo para dois conhecidos jogadores de pôquer profissionais. O desafio ofereceu um total de US$ 50 mil em prêmios, e contrapôs dois profissionais, Phil Laak e Ali Eslami, ao Polaris, programa desenvolvido por uma equipe de pesquisadores em inteligência artificial da Universidade de Alberta, no Canadá. O jogo de damas já foi totalmente mapeado por computadores, que graças a um software especial não perdem mais nenhuma partida.

A equipe humana conseguiu um empate na primeira partida. Na segunda, o computador ganhou. Entretanto, durante a terceira partida os profissionais conseguiram se recuperar, quando a estratégia da máquina falhou. Laak e Eslami faturaram a rodada final com tranqüilidade, mas só depois de o computador conseguir mostrar seu poder. Os dois jogadores afirmaram que o Polaris os desafiou mais do que oponentes humanos.

Bem, enquanto não chega ao mercado um programa capaz de tornar qualquer um ás do pôquer, os jogadores contam ainda apenas com sua sorte, estratégia e feeling – pois o blefe é fundamental.

O blefe é um recurso muito empregado no Pôquer, com a finalidade de ganhar com jogo pequeno, fingindo ter um grande jogo. Isto é feito por meio de aposta elevadas; se os demais tiverem jogo fraco ou apenas razoável, não pagarão e, nesse caso, o blefador não precisará mostrar suas cartas. O blefe exige experiência e sangue frio. Quem nunca blefa leva desvantagem, pois quando apostar ninguém pagará, sabendo que seu jogo é muito grande. É preciso saber dosar e variar, não estabelecendo um padrão de jogo. O blefe é possível na maioria dos tipos de jogos.

Uma das  modalidades preferidas é o Texas Hold’em, mas Stick, Omaha e Canadian também têm fãs. O jogo pode ser corrido ou no formato de campeonato, que vai desclassificando os perdedores. Descrevemos a seguir o mais famoso dos jogos do momento, o Texas Hold’em.



Regras do Texas Hold’em


Cada mesa no Texas Hold’em, normalmente é formada por 10 jogadores, no máximo. O DEALER será o responsável pela distribuição das cartas e dará o início às apostas. O DEALER é identificado por um botão colocado a sua frente.

O jogador sentado imediatamente após o DEALER ou Após o Botão é denominado SMALL BLIND, e logo em seguida o BIG BLIND, este dois jogadores são os únicos de toda a mesa que devem executar os seus pingos de ficha obrigatórios, para todos os outros, o pingo ou aposta inicial é facultativo. Obviamente a cada mão jogada o Botão irá rodando assim que tudo mundo vai ser Big Blind e Small Blind.

Logo em seguida são distribuídas 2 (duas) cartas para cada jogador, uma a uma sendo o SMALL BLIND o primeiro a receber a primeira carta. No decorrer de uma mão serão abertas no total 5 (cinco) cartas comunitárias, o BOARD, a combinação entre as 2 (duas) cartas que cada jogador possui, com as cinco cartas comunitárias que irão formar os jogos da disputa pelo pote.

O jogador pode usar as suas duas cartas da mão para formar o melhor jogo, pode também usar apenas uma carta da sua mão, ou até, nenhuma carta da mão, caso o jogo formado pela cinco cartas comunitárias seja melhor do com a inserção das suas duas cartas. Veja em Baixo da pagina o Ranking das Mãos de pôquer.

Efetuados os pingos obrigatórios a partir do DEALER no sentido horário, o primeiro jogador após o BIG BLIND tem o direito de escolher entre 3 (três) ações;

FOLD: Não colocar nenhuma ficha em jogo, desistindo de suas as cartas e devolvendo-a para a mesa;
CALL: Colocar um montante de fichas correspondente ao pingo, valor igual ao colocado pelo BIG BLIND;
RAISE: Aumentar o número de fichas colocadas pelo BIG BLIND, desde que no mínimo este aumento corresponda ao dobro do pingo.

Cada jogador possuindo duas cartas em mãos, e a primeira rodada de apostas completas, são abertas as 3 primeiras cartas comunitárias, o denominado FLOP.

Após a abertura do FLOP, inicia-se uma nova rodada de apostas começando pelo SMALL BLIND, até finalizar no DEALER.

A cada rodada de apostas os jogadores tem o direito as mesmas três ações, FOLD, CALL e RAISE.

Em seguida vem o TURN, ou seja, mais uma carta comunitária aberta na mesa, dando início a terceira rodada de apostas, e enfim vem o RIVER, dando início a última rodada de apostas daquela rodada.

Assim que é feita a última rodada de apostas, são abertas as cartas para a checagem de qual o melhor jogo dentro todos os jogadores que se mantiveram até o final da rodada.

Feito isso, o jogador com o melhor jogo leva pote, e inicia-se uma nova distribuição de cartas, girando o botão do DEALER no sentido horário.

O baralho

Existem baralhos de vários materiais, os preferidos são de plástico ou papel. Há os inevitáveis chineses baratinhos, os norte-americanos clássicos da marca Bycicle e o que é considerado o melhor de todos, o KEM.

No Brasil a Copag é a marca mais tradicional, e no site da empresa há produtos, serviços e informações sobre o pôquer e outros jogos de cartas.
O endereço é http://www.copag.com.br/

 

     
 

Por Celso Nogueira - tradutor, editor e redator especializado em alimentos e bebidas, trabalha com marketing de relacionamento em uma multinacional e faz traduções literárias e gastronômicas, além de realizar palestras e conduzir degustações sobre gastronomia, cachaça e charutos. Foi um dos fundadores e atuou como diretor da confraria Cigar Club.

 

 
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