Pizza
por Celso Nogueira e Luana Martins



PartagasA pizza é uma das massas mais populares do mundo. Não importa o local e a data, tudo no Brasil acaba em pizza!

Para se ter uma idéia, só os paulistanos consomem, diariamente, um milhão de pizzas, perdendo apenas para os novaiorquinos.  A pizza combina quase todos os ingredientes. Algumas são bem inusitadas. Existe pizza de strogonoff, de churrasco e, acreditem, até de arroz! E sanduíche de pizza, além de redondas doces dos mais variados sabores, muito distantes das origens napolitanas do prato.
Um pouco de história

O nascimento da pizza não é muito preciso. Reza a lenda que seis mil anos atrás os egípcios, hebreus e babilônios já misturavam farinha com água e ervas e a levavam para assar em fornos rústicos. O resultado era o chamado "pão de abraão", algo bem próximo dos pães árabes atuais. Mas foi na Itália, mais precisamente na região de Nápoles - cidade considerada o berço da pizza - no século XVI, que a iguaria trazida pelos turcos se popularizou e originou a pizza, tal qual a conhecemos hoje, com tomate, queijo  e orégano.

No Brasil, a pizza chegou apenas no século XX, pelas mãos de imigrantes italianos, sobretudo na região do Brás, em São Paulo. Talvez por isso a cidade é conhecida como o local das melhores pizzas do país e instituiu o 10 de julho como Dia da Pizza.

PartagasAo contrário do que muitas pessoas imaginam, a pizza não nasceu redonda. Nos primórdios as pizzas eram quadradas e dobradas ao meio, tal qual um sanduíche. A primeira versão redonda da massa teria sido criada em 1889, pelo chefe de cozinha Rafaelle Esposito. A rainha da Itália Margherita de Sabóia estava preparando uma festa em seu palácio e pediu ao mestre-cuca que elaborasse algo especial e ao mesmo tempo prático. Esposito apostou na cobertura queijo, manjericão e tomate - que formam as cores da bandeira italiana - e foi o maior sucesso. Rafaelle acabou dando o nome da rainha ao prato.

As pizzas não faziam parte do cardápio das famílias nobres. Eram um alimento de pessoas com pouco poder aquisitivo, que só possuíam dinheiro para comprar ingredientes de baixo custo, como
toucinho, peixes fritos, lingüiças e alguns queijos mais baratos. Com o passar dos anos e a expansão pelo mundo, as pizzas ganharam coberturas cada vez mais diversificadas e criativas. Pizzas com queijo de cabra, funghi, nozes e até do caranguejo Santola são versões sofisticadas da iguaria.

A pizza é nossa

PartagasTamanha foi a expansão da redonda pelo mundo que os italianos começaram a ficar preocupados em perder a "patente" da pizza. Tanto que em 1982, foi fundada a "Associazione Verace Pizza Napoletana" (Associação da Verdadeira Pizza Napolitana), com a missão de resguardar a receita da pizza contra a "miscigenação" cultural que ela sofria em diversas partes do globo. Em 2004, a Associação enviou ao Parlamento Europeu um projeto de lei com regras claras para o preparo da autêntica pizza napolitana. O documento, com oito artigos e seis cláusulas, decretava que a pizza deveria ser redonda, com diâmetro de até 35 centímetros e borda de dois centímetros de altura. Estabelecia ainda que ela deveria ser produzida com farinha, fermento natural ou leveduras de cerveja, água e sal, e trabalhada somente com as mãos - o que abole, de vez, os rolos de massa. Na hora de assar, só seriam permitidos forno à lenha e na temperatura
de 485º. Mas, por aqui, a pizza segue livre de regras rígidas e continua a fazer sucesso nas mais variadas versões. A seguir, sugerimos uma clássica, a citada Margherita.



Pizza Margherita

Partagas







Ingredientes:


Massa:
400 g de farinha de trigo
1 xícara (chá) de água morna
15 g / 1 tablete de fermento, biológico
1 colher (chá) de sal
 
Cobertura:
1 (copo) de molho de tomate pronto
400 g de mussarela, peça inteira
5 tomates
Manjericão a gosto
Azeite o quanto baste



Preparo


Num recipiente, dissolva o fermento num pouco de água e deixe descansar por 5 minutos.
Misture a farinha e o sal numa bacia.
Faça um buraco no centro, adicione o fermento dissolvido e, aos poucos, a água morna.
Misture tudo com as mãos até formar uma massa lisa.
Se for preciso, acrescente mais farinha.
Trabalhe a massa por cerca de 15 minutos.
Faça uma bola e deixe descansar numa vasilha coberta com papel filme por 1 hora, ou até que a massa dobre de volume.
Para saber quando cresceu o suficiente, coloque uma bolinha (de 2 cm) da própria massa dentro de um copo de água, quando subir à superfície está pronta para a próxima etapa.
Em seguida, trabalhe a massa vigorosamente por mais 10 minutos.
Divida em quatro bolas iguais (para pizzas médias) e deixe crescer por mais 1 hora.
Está pronta para abrir e assar.



Cobertura:

Depois que a massa tiver crescido, abra com um rolo de macarrão do tamanho de uma pizza média (6 pedaços).
Ligue o forno em temperatura média (180 graus).
Corte os tomates em rodelas de ½ cm de espessura.
Rale a mussarela na parte grossa do ralador.
Separe o manjericão que será utilizado.
Espalhe sobre cada disco aproximadamente 4 colheres (sopa) de molho de tomate.
Com as costas da colher, espalhe o molho uniformemente pelas pizzas.
Coloque a mussarela ralada por cima do molho de tomate.
Divida a quantidade de mussarela entre as quatro pizzas.
Espalhe os tomates por cima da mussarela (divida a quantidade de tomate entre as quatro pizzas).
Regue com um pouco de azeite, cerca de 3 colheres (sopa) por pizza.
Leve ao forno preaquecido e asse por cerca de 30 minutos, até a mussarela derreter.
 
Retire a pizza do forno e salpique algumas folhas de manjericão por cima.

Fontes
http://msn.bolsademulher.com/estilo/materia/tudo_termina_em/38307/1
Luana Martins

Celso Nogueira   Celso Nogueira - Celso Nogueira - Tradutor literário, editor e colunista especializado em alimentos e bebidas, realiza palestras e conduz degustações sobre gastronomia, cachaça e charutos. Foi um dos fundadores e atuou como diretor da confraria Cigar Club.

 

 
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