Acenda bem o seu charuto
por Celso Nogueira

Isqueiro Colibri
Alguns acessórios podem ser dispensados na hora de fumar um charuto. Mas todos os fumantes dependem de uma fonte de calor. Existem adeptos do fósforo, da lasca de cedro... mas não há nada melhor que um bom isqueiro. De preferência, do tipo maçarico, que tem alto poder de fogo e não contamina seu puro com odores desagradáveis.



O isqueiro-maçarico representa ganho e tranqüilidade na comparação com o modelo normal. "Solta o gás com pressão bem mais forte e o charuto não apaga com o vento", diz Beto Ranieri, especialista em charutos e acessórios. Bem cuidado, um maçarico dura a vida inteira, ou quase. Basta usar gás de boa qualidade – de preferência da mesma marca que o isqueiro.

Uma carga de gás rende até uma hora de chama. O maçarico serve para qualquer tipo de charuto, e corrige melhor que os outros eventuais irregularidades na  queima.

Uma enquete entre charuteiros do Cigar Club revelou que 63,33% dos participantes da confraria usam um isqueiro tipo maçarico, contra 30% que preferem o de gás comum, chama fraca. O resto vai de fósforo mesmo, ou de Zippo.

Isqueiro Colibri“O maçarico permite acender o charuto de forma regular, direcionando o jato para as partes ainda não totalmente acesas e, variando-se a distância, regula-se o calor aplicado. Acho que é o mais controlável (ajuste fino)”, declarou Marcomini, do Cigar Club.

As marcas de maior destaque mundial são Colibri, Davidoff, Porsche, Dupont, Xikar, Ronson, Dunhill e Zippo. Esta última, especializada em isqueiros de fluido, lançou há algum tempo um modelo maçarico, com dupla chama, destinado a charuteiros, o ZippoBlu.

E a Dupont tem até um Cohiba, com as cores e o perfil característicos da marca de charutos cubanos.

Isqueiro ColibriEntre os isqueiros do tipo maçarico a marca Colibri não encontra rivais. Oferece dúzias de modelos, inclusive com furador, cortador ou tesoura para charutos. As linhas atuais são Ambiance, Barrington, Boss, Bravo, Celebration, Channel, Essex, Firebird, Grand Prix, Gruve, Havana, Lipstick, Magnum, Mainstream, Metro, Mystique, Phantom, Pizzazz, Quantum, Reactor, Rio, Scepter, Smitty, Starliner, Sting, Street, Syndicate, Talon, Trek, Twist, Urban, Vortex, Wellington e Windstar, entre outras. Elas incluem outros acessórios e a linha feminina.

O grupo Colibri (TCG) surgiu em 1928, na Europa, fabricando os primeiros isqueiros automáticos do mundo, e hoje atua nos setores de joalheria, artigos para fumantes e relógios, com as marcas Colibri, Seth Thomas, Dollan-Bullock e Krementz.

O fundador, Julius Lowenthal criou em 1927 o primeiro isqueiro em que o dedo não entrava em contato direto com a roda que produzia a faísca na pedra. Em 1974 um isqueiro Colibri foi construído para o vilão do filme The Man with the Golden Gun, Scaramanga. O 007 da vez era Roger Moore. Era a tal arma de ouro citada no título, pois o isqueiro disparava um projétil de puro ouro, além de ter outras funções, como caneta e abotoadura.

Isqueiro ColibriOs isqueiros Colibri custam menos do que se pensa. A partir de duzentos reais já existem bons modelos, e os mais caros não passam de mil reais. São funcionais e eficientes, graças à tecnologia moderna. E os fabricantes assinam em baixo, concedendo em geral garantias que vão de um ano à vida inteira.

A má impressão que muitos tinham dos isqueiros em geral, que não funcionavam, vazavam e provocavam acidentes ficou no passado, com os carrões rabo-de-peixe. Em sua trajetória o isqueiro acompanhou a evolução da indústria, e conta hoje com recursos mecânicos e eletrônicos que lhe garantem a confiabilidade. Mas nem sempre foi assim.



História do Isqueiro

Durante o século XVI, quando o hábito de fumar começou a se difundir, surgiu a caixa de pederneira, que pode ser considerada o antepassado do isqueiro comum, equipado com pedra e roda de fricção. Ao longo do tempo, dispositivos surpreendentes foram inventados para fazer fogo. Houve um projeto de isqueiro, operado eletricamente com bateria que, ao ser inclinada, fechava um circuito elétrico, acendendo o pavio embebido em combustível líquido. Esse tipo de isqueiro, também conhecido como "Lâmpada de Dobereiner", passou a ser vendido em 1820. Além de seu acabamento sofisticado, apresentava a novidade de produzir a faísca de ignição quando se levantava a tampa do apagador. Naquela época, em sua maior parte os aparelhos e equipamentos eram grandes, pesados e complicados. Os isqueiros não fugiam à regra.

Isqueiro ColibriIncríveis e incômodos objetos produtores de chama foram colocados no mercado. No Brasil, do início do século XX, a maior parte dos produtos sofisticados vinha de fora. O isqueiro também era importado, e detinha uma certa fatia do mercado de chama, tendo, durante um bom tempo, obtido a preferência do público consumidor de bom poder aquisitivo, visto que o custo dos famosos isqueiros Monopol, Prince, Ronson e outros mais variava sempre acima das possibilidades normais de compra do brasileiro médio. Era elegante, na década de 50, pessoas usarem isqueiros importados pois isto lhes dava status. Mas havia marcas nacionais, como Scorpio, da Component.



Celso Nogueira   Celso Nogueira - tradutor, editor e redator especializado em alimentos e bebidas, trabalha com marketing de relacionamento em uma multinacional e faz traduções literárias e gastronômicas, além de realizar palestras e conduzir degustações sobre gastronomia, cachaça e charutos. Foi um dos fundadores e atuou como diretor da confraria Cigar Club.

 

 
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