Heróis da Tv e seus charutos
Por Ann Knapp
Tradução Silvana Siqueira e Celso Nogueira

É duro ser personagem de TV. Seja detetive genial ou vizinho esquisito, as pressões são enormes – vilões que se recusam a serem capturados, amigos que não dividem seu entusiasmo nas datas comemorativas.


Fumar charuto deixou de ser tendência até a década de 1990, época do  “boom do charuto”, quando ocorreu um abrupto crescimento em sua popularidade depois de anos de estagnação. Nossos heróis, ícones da telinha, transformaram o charuto em um modo de aliviar as pressões, tanto na época do esquecimento quanto na volta por cima.

Conheça alguns charuteiros famosos da televisão:


Kojak
Criado por Abby Mann – roteirista de filmes, vencedor de um Oscar, ele elevou o perfil intelectual da televisão com seu trabalho na década de 50, no seriado dramático Playhouse 90. O tenente careca Theo Kojak, estrelado por Telly Savalas, lutou contra o crime entre 1973 e 1978. Ele se refugiava das dificuldades do seu trabalho em seu cínico senso de humor, na personalidade incorruptível e, acima de tudo, no amor por um bom charuto. (Nas últimas temporadas o personagem deixou de fumar e passou a consumir pirulitos; esta doce substituição se tornou marca registrada da série).
Tido em muitos aspectos como típico policial dos anos 70, Kojak é reconhecido como excepcional pela qualidade de alguns de seus episódios – um deles, exibido em 1976, ganhou  prêmio “Edgar” na categoria Escritores de Mistério da América – por tratar ocasionalmente de assuntos referentes aos direitos civis. O episódio piloto, um filme feito para a TV intitulado “Os assassinatos de Marcus-Nelson”, era a versão ficcional de um caso verídico de assassinato ocorrido em 1963.
Nessa história, dois assassinatos brutais foram atribuídos a um jovem afro-americano, devido a ao trabalho displicente realizado pela polícia e ao racismo institucionalizado; o rapaz teria sido condenado caso uma segunda investigação, realizada por um novo grupo de detetives, não tivesse identificado o verdadeiro assassino. Ao adaptar a história para a televisão, Abby Mann não hesitou em incluir a questão racial nas entrelinhas, e criou um orgulhoso detetive greco-americano para resolver o caso. Os assassinatos de Marcus-Nelson eram populares o suficiente para inspirar a criação de um programa de TV dedicado às aventuras do Kojak, e o seriado conquistou duradoura popularidade, sendo reprisado até hoje.


Columbo
Outro policial de televisão com popularidade duradoura foi o tenente Columbo, detetive de homicídios mascador de charutos, que estava sempre usando casaco pesado, famoso pela  aparência desalinhada, cujas aparições na TV duraram pelo menos quatro décadas. A primeira foi num episódio de The Chevy Mystery Show,

em 1960, depois em um filme de TV de 1968, regularmente nas séries exibidas entre 1971 e 1978, e então esporadicamente em filmes até 2003; Columbo resolvia os crimes com seu estilo ilusoriamente incompetente, para o qual o abilolado Monk paga pedágio.
Tateando entre um caso e outro, imperturbavelmente educado com os suspeitos, Columbo usava sua aparente desorganização para induzir os criminosos a se entregarem. Com incansável atenção aos detalhes chegava a uma questão crucial – a “Só mais uma coisa”, que destruiria o álibi do assassino. O criador do programa dizia que buscou inspiração em Porfiry Petrovich, investigador policial de Dostoiévski em Crime e castigo, e no detetive sacerdote de G. K. Chesterton, o padre Brown. Mas o jeito intrigante e cabeça-oca de Columbo, sua obsessão por detalhes que pareciam insignificantes e o levavam sempre ao ponto certo, também nos lembram Hercule Poirot, o adorável e espalhafatoso detetive belga de dúzias de livros de mistério de Agatha Christie.


A maior inovação do programa era sua estrutura invertida – os episódios geralmente começavam por identificar ao espectador (mas não aos outros personagens) quem era o assassino, enquanto o suspense ia sendo construído através do resto da história, o público imaginava se, e como, Columbo iria expor o vilão. Ele fumava charutos Toscanos.


Cosmo Kramer
O mais famoso “vizinho do lado” da história da televisão, Kramer, infernizou a vida de Jerry Seinfeld por oito temporadas da comédia existencialista Seinfeld (1989 – 1998). O personagem era um tanto misterioso – geralmente não tinha emprego, exceto por alguns loucos esquemas ocasionais (como por exemplo o sutião, um sutiã para homens obesos) ou por uma participação em um filme de Woody Allen (“os pretzels estão me deixando com sede!”). Emitia sons estranhos para demonstrar emoções, tinha o cabelo “igual o da noiva do Frankenstein” (nas palavras de Elaine), e usava roupas que pareciam (e muitas vezes eram) tiradas do armário de um velho morto.
Sincero ao ponto de ser grosseiro – como quando disse à namorada de George que ela precisava de uma plástica no nariz – Kramer tinha o hábito de roubar comida na casa de Jerry. Apesar da aparente pobreza e do jeito extremamente ímpar, causava inveja a seus amigos, como na vez em que George comentou que ele devia criar seu próprio acampamento de fantasia: “Pessoas dariam dois mil dólares para viver como ele por uma semana, fazendo nada, pegando a comida dos vizinhos e fazendo sexo sem compromisso! Esse é o acampamento dos sonhos”. Juntamente com todos os outros luxos que ele apreciava, Kramer vivia fumando um charuto. Num episódio memorável, ele consegue uma caixa de charutos cubanos e esquece um deles aceso no chalé do pai da namorada do George, provocando um incêndio que arrasa com a casa, tombada por ser histórica.

Ann Knapp - http://www.artipot.com/authors/1593/ann-knapp/

 

 

 
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