Charutos e Coquetéis
Por Celso Nogueira

Será possível a harmonização de charutos com coquetéis? Embora incomum, a não ser pelas exceções de praxe, a parceria pode render resultados interessantes.

Segundo Mike Taylor, consultor de enogastronomia, chega-se à harmonização por quatro vias:

* Associação
* Oposição
* Tradição
* Ousadia

Ele se referia especificamente a vinhos e comidas, mas a generalização provavelmente vale também para a dupla charuto e coquetel. Já temos uma preparação clássica que desce bem com charutos cubanos, o tradicional Mojito (as receitas dos coquetéis estão reunidas na parte inferior da página). Puros menos encorpados e pequenos formatos casam com esta mistura de rum, açúcar, limão e hortelã, imortalizada num dos bares mais famosos de Havana, a Bodeguita del Medio. Na classificação do Mike, seria um dos raros exemplos de harmonização tradicional. Pede panatelas, coronas e petits como Fonseca, Partagas e Hoyo de Monterrey.

Por associação podemos chegar a outro drinque, do sul dos Estados Unidos, o Mint Julep, que lembra um pouco o Mojito. O bourbon dá força extra à preparação, favorecendo charutos encorpados da Nicarágua e Honduras, como Camacho, Joya e Padrón. E os mais fortes da linha Avo – Domaine, por exemplo. Para eles vale também o acompanhamento do Whisky Sour, ícone nos anos 1980.

Encerrando a combinação de destilados com limão e açúcar não poderia faltar nossa querida caipirinha, boa pedida com marcas nacionais num sábado à tarde, depois de um petisco saboroso num bar de Vila Madalena ou Santa Teresa. Outros preferem a Espremidinha, apenas suco de limão com cachaça. O importante é usar sempre cachaça artesanal, de alambique, de preferência branca, sem madeira. Bons exemplos: Mato Dentro e Monte Alvão.

Em qualquer dos casos a diversidade de marcas brasileiras colabora na busca da combinação ideal entre a caipirinha e o charuto. Dannemann, Vera Cruz, Angelina, Da Matta, Don Porfirio, Le Cigar, Dona Flor e Alonso Menendez oferecem blends que podem valorizar a experiência.

Ousadia

Muita gente deixa para degustar em casa combinações arriscadas, fruto de descobertas pessoais. Para alguns, serão certamente intragáveis. Para outros, uma desconcertante surpresa. Charutos suaves, na minha opinião, casam bem com um long drink apreciado nos anos 1970, o Gin Tônica. Sabores marcantes como zimbro e quinino entram em choque com o espectro gustativo do tabaco, que em geral encobrem, dominam, invadem. Contudo, num dia de calor, são um prazer único, refrescante. Como regra geral, para que a ousadia não vire fiasco, devem ser evitados drinques excessivamente doces, ou que contenham um número muito grande de ingredientes.

No caso de charutos leves e de força média o especialista Gary Manelski sugere bebidas óbvias como Porto LBV e outras nem tanto, no site cigars.about.com (em inglês).

No topo de sua lista Manelski coloca o café expresso com gotas de licor Bailey’s. Para o licor Kahlua recomenda coquetéis como Black Russian. Segundo ele, em Nova York o Stinger costuma ser servido a apreciadores de charutos, com muito sucesso, nos bares especializados.

Finalmente, os fãs de charutos muito encorpados podem encontrar no Dry Martini a potência necessária para equilibrar intensidade alcoólica e teores de nicotina. A quem aguenta o tranco, a sugestão é um Montecristo Robusto.

Receitas - Drinques e coquetéis


Mojito

Ingredientes
1 dose de rum branco (sugestão bacardi)
1 colher (sopa) de açúcar
Suco de 1 limão
1/2 copo de água com gás (cerca de 100 ml)
1 ramo de hortelã (10 a 12 folhas)
Gelo picado a gosto

Preparo
Coloque no copo onde vai ser servido o drink os 3 primeiros ingredientes. Amasse bem o hortelã. Depois é só adicionar o rum e o gelo. Complete o copo long drink com água com gás ou club soda.


Mint Julep

Ingredientes
8 a 10 folhas de hortelã
1 colher de chá de açúcar
2 doses de bourbon
gelo picado
folhas de hortelã para guarnecer

Preparo
Pique as folhas de hortelã, bem fininhas. Coloque num copo. Junte o açúcar e esmague com pilão. Encha o copo de gelo picado e derrame o uísque sobre o gelo. Leve ao congelador
por uns 20 minutos. Complete com mais gelo, se necessário e guarneça com as folhas de hortelã.
Não sirva imediatamente após o preparo. Este drink exige o tempo no congelador para que o sabor da hortelã passe para a bebida. Se quiser, aromatize a bebida com bitter ou limão.


Whisky Sour

Ingredientes
1 dose de whisky
3 colheres de chá de suco de limão
1/2 colher de chá de açúcar
1 fatia de laranja

Preparo
Reserve a fatia de laranja e numa coqueteleira agite bem todos os ingredientes. Coe para um copo de coquetel com gelo picado e decore com a fatia de laranja.


Caipirinha

Ingredientes
1 limão cortado em pedaços
Açúcar a gosto
1 dose de cachaça

Preparo
Num copo alto coloque o limão e o açúcar e com um pilão amasse bem; acrescente a cachaça e gelo à vontade. Sirva sem coar.


Gin Tônica

Ingredientes
1 dose de gin
Gotas de limão
Água Tônica a gosto
Gelo

Preparo
Num copo alto (long drink) cheio de gelo adicione gotas de limão, o gin e complete com Água Tônica. Se quiser, acrescente uma rodela de limão, para enfeitar.


Black Russian

Ingredientes
1/2 dose de vodca
1/2 dose de licor de café Kahlua
Gelo

Preparo
Coloque algumas pedras de gelo num copo tipo "Old Fashioned". Despeje primeiro a vodca e depois o licor. O licor de café ficará no fundo do copo por ser mais pesado que a vodca.


Stinger

Ingredientes
30 ml de cognac ou brandy
15 ml de licor de menta branco

Preparo
Bater bem os ingredientes. Servir em taça de coquetel. Decorar com uma rodela de carambola.


Dry Martini

Ingredientes
5/6 de gin
1/6 de vermute seco
Twist de limão

Preparo
Gele uma taça de coquetel e reserve. Em uma coqueteleira com gelo, coloque o vermute e o gin (não é necessário agitar). Mexa com uma colher de cabo longo, utilizando o passador. Coe o coquetel para a taça e torça sobre a bebida uma fatia fina da casca de um limão (twist), antes de servir. Pode-se decorar com 1 azeitona verde espetada em um palito.


Celso Nogueira   Celso Nogueira - tradutor, editor e redator especializado em alimentos e bebidas, trabalha com marketing de relacionamento em uma multinacional e faz traduções literárias e gastronômicas, além de realizar palestras e conduzir degustações sobre gastronomia, cachaça e charutos. Foi um dos fundadores e atuou como diretor da confraria Cigar Club.

 

 
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