Colecionando Charutos
Silvana Siqueira e Celso Nogueira

Vale a pena colecionar charutos? Algumas edições, principalmente as pré-revolução costumam valer 5 ou 6 vezes seu valor inicial. O melhor lugar para encontrá-los é em Londres, graças à tradição de armazenar grandes reservas nas principais charutarias. 

Os Havanas pré-revolucionários costumam surgir no mercado quando alguém constata que jamais conseguirá completar toda a reserva, ou quando o colecionador morre (e muitas vezes não há um beneficiário).

Antiga anilha dos famosos Partagas.

Essas coleções atraem principalmente os fumantes americanos, que têm conseguido comprá-los e importá-los com a consciência tranquila desde que o embargo a Cuba foi imposto em 1962. Caixas fechadas são as mais procuradas, assim como tamanhos e sabores raros. Contudo, décadas depois, poucos são os exemplares que ainda rendem uma fumada agradável.

Pode-se recoinhecer que uma caixa é de charutos pré-revolucionários quando, na parte de baixo lê-se: “Made in Havana”, Cuba tornou obrigatório o uso do espanhol depois da revolução.

 

Edições especiais cubanas: o melhor negócio

Será que comprar charutos tão antigos é um bom negócio? Se eles foram estocados da maneira correta, talvez eles ainda possam apresentar uma fumada interessante e satisfatória. Mas, ainda que tenham sido bem estocados, podem ser apenas a sombra do que eram no passado, obsoletos e com pouquíssimo bouquet.

Ainda assim, mesmo com as melhores condições de estocagem, charutos não devem ser mantidos por mais de 10 ou 15 anos: após este período eles perdem sabor e aroma. Por isso a preferência da maioria é estocar charutos novos que apresentem potencial de guarda, como as edições especiais (limitadas e regionais) dos charutos cubanos atuais. Um bom exemplo é o Romeo y Julieta Escudos, edição limitada de 2007.

No entanto, outros países apresentam clássicos que merecem atenção e guarda. Eles têm qualidade suficiente para conviver com os melhores cubanos num umidor de coleção ou guarda, como o Dannemann Artist Line Edição Limitada 2003, o Davidoff Puro Robusto 2007 Edição Limitada ou o Avo Tesoro 2008.

 

Como começar uma coleção de charutos

Colecionar charutos tem se tornado um excelente negócio, à medida que grandes casas de leilão começam a dedicar espaço para coleções de charutos de safras especiais. Reunir uma coleção particular é uma excelente maneira de adquirir e envelhecer seus charutos favoritos enquanto faz um potencial investimento valioso.

O procedimento inicial para quem pretende começar uma coleção é simples: gostou muito de um charuto excepcional? Corra e compre uma caixa extra, para guardar. Adquira um umidor grande e adequado para caixas inteiras e mantenha os charutos em perfeitas condições. Com o passar dos anos o colecionador terá a oportunidade de se beneficiar de sua força de vontade. Poderá reunir os amigos em 2015 para saborear uma raridade de 2005, um requinte de outro modo só acessível para milionários que podem adquirir safras especiais em lojas como Gérard, na Suíça, que comercializa puros cubanos safrados.

 

Como escolher os charutos para colecionar

1º passo – Ao escolher o charuto leve em consideração o aroma, sabor, tipo, país de origem e raridade. Comece a coleção com produtos de alta qualidade e que tenham sido enrolados à mão. Enquanto charutos de safra podem ser vendidos por preços muito altos, você pode conseguir bons charutos por valores razoáveis.
2º passo – Encontre charutos que você realmente queira colecionar. Consulte guias especializados, blogs e internet. Leia reportagens e veja o ranking em sites especializados o como cigarsmag.com e o habanos.com que trazem informações e peculiaridades sobre charutos.
3º passo – Inicie a pesquisa checando o mercado dos charutos que pretende comprar. É possível fazer muita pesquisa através da internet, mas é aconselhável que você procure saber também os preços no varejo local e adquira sempre seus charutos de fornecedores confiáveis.

 

Envelhecendo o charuto

Em primeiro lugar, mantenha um registro de todos os produtos que adquirir para que possa se referir a eles quando fizer novas aquisições.

Entusiastas experientes sabem bem os prazeres de um charuto envelhecido da maneira correta. Os sabores tênues e a constituição complexa de um charuto envelhecido são indescritíveis e inesquecíveis. Assim como os vinhos, muitos aficionados por charutos preferem os que passaram pelo processo de envelhecimento. Um ótimo charuto, dizem eles, é o envelhecido. Todos os charutos long filler feitos a mão ficam ainda melhores após passarem por este processo, então, antes de descartar qualquer charuto alegando que seja ruim, permita que ele permaneça um tempo intocado.

Você ficara surpreso com quantos destes pobre charutos desabrocham e se tornam fumos agradabilíssimos. Entretanto, o envelhecimento não pode melhorar a qualidade de charutos feitos de tabaco de qualidade inferior. Como se pode conseguir charutos que tenham alcançado um envelhecimento que aperfeiçoe a maturidade e os sabores complexos da maneira desejada? Pode-se, por exemplo, gastar uma bela quantia de dinheiro adquirindo uma caixa de charutos de safra. Mas se preferir economizar e experimentar envelhecê-los, aqui vão algumas dicas.

 

Como estocar

Para envelhecer seus charutos, adquira um umidor de boa qualidade. Charutos devem ser guardados em um ambiente constante e estável. O ideal é que a temperatura fique entre os 18° e 20° e a temperatura do ar entre 70% e 75%. O ambiente onde o produto é estocado é crucial, pois se a umidade for muito alta o charuto ficará embolorado, se for muito baixa o processo de envelhecimento será retardado. Manter um ambiente estável para os charutos é a chave – se houver muitas variações de temperatura e umidade o resultado será desastroso, essas mudanças fazem com que o charuto se expanda e contraia, causando rachaduras na capa e o que pode interromper o processo de envelhecimento. O ideal é que o volume do umidor seja duas vezes maior do que o volume dos charutos. O revestimento deve ser de cedro – esta madeira é altamente aromática e oleosa. Com o passar do tempo a interação do óleo do tabaco com o óleo do cedro levará a uma maturidade e mistura de sabores que resultarão em uma estrutura delicada que só é possível conseguir com o envelhecimento adequado.

Normalmente, o envelhecimento faz com que o charuto se torne mais liso, prazeroso e arredondado. Muitos experts concordam que o envelhecimento não torna o charuto necessariamente melhor, mas simplesmente arredondado, produzindo um caráter maduro, fazendo com que o sabor do tabaco se torne menos agressivo. A verdade é que muitos entusiastas compram caixas fechados ou pacotes de charutos – não para fumá-los imediatamente, mas para que envelheçam ou “descansem” no umidor. Muitos têm paciência o suficiente para deixá-los lá por um ano ou mais! Paciência é, certamente, uma virtude quando se trata de envelhecer charutos. A recompensa está em saborear daqui a um bom tempo os Montecristos Sublimes das safras iniciais que foram guardados com imenso sofrimento, e que costumam se destacar.

Período de envelhecimento

A quantidade de tempo para envelhecer o charuto é uma questão de preferência pessoal. Em geral, um ano já produz ótimo efeito. Determinar o período exato é impossível, cada caixa é diferente, e responderá de maneira distinta ao envelhecimento. Assim sendo, apresentamos uma idéia aproximada do que costuma ocorrer a cada período:

1 ano – Os charutos podem ser fumados algumas semanas depois de serem enrolados, caso o fumante aprecie o sabor do tipo “Chincales”, caso contrário deve-se deixá-los descansar por no mínimo um ano, sem exceções. Eles certamente ficam melhores depois do 1º ano.

1 a 2 anos – Este é um bom momento para começar a fumar aqueles Havanos e Hondurenhos. É também o apogeu para muitos Dominicanos e para a maioria dos charutos levemente encorpados.

2 a 5 anos – Este é o auge de muitos outros charutos. Normalmente os mais encorpados envelhecem melhor após um período de tempo maior. É por isso que Bolivar, Partagas e  Ramon Allones são considerados produtos que envelhecem maravilhosamente bem. A mesma lógica se aplica a todos os países de origem.

7 a 10 anos – Especialistas consideram este o período máximo para o envelhecimento dos charutos. Após esse tempo, costumam ficar maduros e fracos demais para serem apreciados.

10 anos ou mais – Neste ponto entramos no reino dos fumos de safra. Muitos desses charutos ficam tão insípidos e maçantes que não vale a pena fumá-los, enquanto outros ganham características únicas que fazem deles fumos agradabilíssimos. Uma das características que costumam adquirir é o cheiro de bolor e o sabor que lembra o rapé. Outra peculiaridade de alguns produtos envelhecidos por longos períodos é o aroma conhecido como “cheiro de queijo”.

 

Fonte: http://www.cigarsmag.com


 

 

 

 
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