O charuto nas lendas urbanas
Tradução Silvana Siqueira
Edição Celso Nogueira

Apesar de não ser fã de Fidel Castro, era apaixonado por charutos cubanos. De acordo com muitas fontes, Kennedy pediu ao secretário de imprensa, Pierre Salinger, que conseguisse o máximo possível de seus charutos preferidos antes que o embargo à Cuba fosse assinado.

Lenda urbana é um tipo de folclore moderno formado por histórias que parecem reais para aqueles que as contam e ouvem. O termo é muitas vezes usado para expressar a idéia de “história irreal”. Antes mesmo de sua popularidade na Internet, as lendas urbanas sobre charutos já corriam o mundo.

Lendas urbanas não são necessariamente mentira, entretanto costumam ser distorcidas, exageradas ou sensacionalistas. O nome surgiu para diferenciá-las do folclore tradicional do período pré-industrial. Qualquer caso rico em cultura e tradição virar lenda urbana, e elas passam de geração a geração. A revista Cigars dá exemplos de histórias curiosas e emblemáticas da cultura dos charutos.

O estoque de JFK

Como muitos devotos dos charutos já sabem, o Presidente John F. Kennedy, apesar de não ser fã de Fidel Castro, era apaixonado por charutos cubanos. De acordo com muitas fontes, Kennedy pediu ao secretário de imprensa, Pierre Salinger, que conseguisse o máximo possível de seus charutos preferidos antes que o embargo à Cuba fosse assinado. Salinger foi capaz de reunir para ele cerca de 1.200 H. Upmann Petit Coronas, o favorito de Kennedy. Tragicamente, ele não viveu o bastante para apreciar todos eles, tendo sido assassinado em Dallas no ano seguinte. O que muitos não sabem – e que provavelmente os deixaria loucos – é que Kennedy realmente tentou livrar os charutos do embargo! Richard Goodwin, assistente da Casa Branca para os Presidentes Kennedy e Johnson, revelou em um artigo do New York Times publicado no ano 2000, que no início de 1962 JFK disse a ele: “Nós tentamos isentar o charuto, mas os fabricantes de Tampa foram contra. Creio que não tivemos sorte”. De fato – assim como toda uma geração de entusiastas ansiosos por provar os produtos da ilha continuam sem sorte até hoje.

 

O charuto incendiário
Um homem da cidade de Charlotte, North Carolina, após ter comprado uma caixa de 24 charutos raros e muito caros resolveu colocá-los no seguro... contra incêndio. Depois de um mês, tendo fumado todo o estoque dos fabulosos charutos, e tendo ainda de fazer o pagamento único da apólice, o homem entrou com um pedido de indenização na companhia de seguro. No pedido ele afirmava que tinha perdido os charutos em uma série de “pequenos incêndios”. A companhia de seguros se recusou a pagar, citando razões óbvias: o homem havia consumido seus charutos de maneira natural. O homem processou e ganhou.
Ao apresentar a conclusão o juiz afirmou que o homem possuía uma apólice da companhia que garantia que os charutos eram asseguráveis. Na apólice, a companhia também garantia que eles estavam assegurados contra incêndio, sem definir o que seria considerado “fogo inaceitável”, e ainda, que a companhia era obrigada a compensar o segurado por sua perda. Ao invés de tentar um longo e custoso processo de apelação, a companhia de seguros aceitou a determinação do juiz e pagou ao homem US$ 15000 pelos charutos raros que ele havia perdido “nos incêndios”.
Contudo, pouco depois do homem ter sacado seu cheque, a companhia conseguiu que ele fosse preso sob a acusação de ter causado 24 incêndios. Com sua própria apólice de seguro e testemunho que dera no processo de indenização servido como evidência contra ele, o homem foi condenado por intencionalmente queimar charutos raros e foi sentenciado a 24 meses de prisão e a pagar US$ 24000 de multa.

 

Os charutos virgens

O expert em charutos, Theo Rudman, escreveu sobre esta antiga lenda em sua revista on-line. “É uma idéia adorável”, disse “mas infelizmente é apenas uma lenda que sobrevive desde meados dos anos quarenta, quando um jornalista que estava de passagem viu folhas de tabaco sendo escolhidas e separadas por mulheres que assentavam as respectivas pilhas em seu colo”. O visitante aparentemente usou de licença jornalística quando resolveu escrever que os Havanas eram enrolados nas coxas de virgens. Certamente, essa história não atrapalhou em nada o marketing dos Habanos.
“Sim, eles poderiam esticar as folhas sobre a pele descoberta, mas, enrolar charutos na coxa de alguém – isso é impossível”, disse Rudman, de maneira enfática. “Eu desafio qualquer um – homem ou mulher – a colocar um maço de folhas de tabaco sobre a perna e enrolar um charuto corretamente.

 

Juntar lixo por caridade

Outra lenda a respeito de charutos envolve a arrecadação de lixo como forma de contribuir para caridade. Havia um tempo em que juntar tranqueiras não era exclusividade dos obsessivos compulsivos; antigamente, pessoas costumavam guardar toda sorte de coisas – elásticos, sacolas, folhas de estanho e barbantes. Essas pessoas não pensavam necessariamente em reutilizá-los, ao contrário, elas os guardavam por razões nada óbvias, ou por razões baseadas em lendas urbanas. Capas de charutos se tornaram rapidamente um desses itens guardados religiosamente. Com uma espécie de filantropia distorcida criou-se o mito de que se as pessoas juntassem capas de charutos, embalagens de cigarros e tampas de latas de café elas poderiam trocá-los por itens que ajudariam a melhorar a qualidade de vida de pessoas com necessidades especiais. Dizia-se que 50.000 embalagens vazias de cigarro dariam a alguém uma cama hospitalar, enquanto que 10.000 anilhas de charutos contribuíram para a aquisição de uma cadeira de rodas. Muito embora não se tenha notícias de alguém que tenha conseguido trocar sua coleção, o mito continuou e o lixo foi se acumulando nas casas daqueles que esperavam que algum dia sua dedicação fosse recompensada.

 

Gratificação atrasada

O ex-presidente americano Ulysses Simpson Grant foi convidado para discursar numa cerimônia de formatura e, como mandava a tradição, recebeu um diploma honorário. Ele presenteou o reitor, um velho companheiro de guerra, com um charuto, como demonstração de apreço e agradecimento.
Algumas semanas mais tarde Grant enviou um telegrama perguntando se o reitor havia gostado do charuto; Este respondeu que iria guardá-lo como um tesouro, sem fumá-lo.
O charuto passa do reitor para seus filhos.
Muitas décadas depois, (por volta de 1980) um convidado de um dos descendentes distantes do reitor vê o charuto e, desconhecendo seu significado, resolve acendê-lo. O que parecia ser um charuto perfeitamente normal, depois de alguns momentos, explodiu! A brincadeira de Grant deu certo, com cerca de 100 anos de atraso.

Fonte: http://www.cigarsmag.com


 

 

 

 
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