Oficina de cachimbos

por Castro Valdomiro


Esta seção se destina a utilizadores experientes. O uso inadequado de métodos aqui descritos podem culminar na inutilização do cachimbo, se a pessoa não tiver experiência. Em caso de dúvida, o melhor é recorrer a alguém especializado na matéria.


ANATOMIA DO CACHIMBO

1.

"Bolo"

 

8.

Haste

2.

Câmara do fornilho

9.

Encaixe da haste

3.

Topo

10.

Câmara de condensados

4.

Filtro

11.

Pescoço do fornilho - haste

5.

Canal de ar da haste

12.

Canal de ar do fornilho

6.

Lábios da boquilha

13.

Base

7.

Boquilha

14.

Fornilho



1.    COMO LIMPAR O FORNILHO

Depois de usar o cachimbo durante algum tempo o "bolo" irá crescendo e reduzirá significativamente a capacidade do fornilho. Em casos extremos, o fornilho pode partir devido a seu crescimento diferenciado. A espessura ideal do "bolo" não deve exceder 1.5mm. Quando o "bolo" excede esta dimensão é necessário removê-lo.

Embora seja um procedimento simples vale prestar atenção redobrada. Procure uma faca de extremidade arredondada (similar a uma espátula) de largura inferior ao diâmetro do fornilho. Não se usa faca pontiaguda pela probabilidade de danificar o fundo do fornilho. Encoste, sutilmente, as extremidades da faca às paredes do fornilho. Com movimentos circulares lentos, optando pelo sentido, se for o caso, do lado da lâmina da faca. Remova o excedente do "bolo", mas não a totalidade.

A fase anterior deste processo origina um corte disforme do "bolo". Será, então, necessário uniformizar a superfície. Existem ferramentas próprias para este fim. Se não as possuir use uma pequena lixa ou pedaços cilíndricos madeira de diferentes dimensões. Muito cuidado nesta operação. A finalidade é de remover cuidadosamente o "bolo" de maneira a que este fique uniforme, e não o de raspar o interior do cachimbo.



2.    O QUE SE FAZER QUANDO O CACHIMBO SE TORNA AMARGO

Um cachimbo adequadamente cuidado provavelmente durará mais que o dono. Ocasionalmente, o cachimbo pode começar a transmitir um sabor amargo. Esta ocorrência pode ser conseqüência do desrespeito pelo tempo de descanso exigido pelo cachimbo. Contudo, também há solução para isto.

Primeiro arranje um pouco de sal grosso, álcool metílico (metanol) e um local onde possa colocar o cachimbo de uma forma segura. Insira um escovilhão desde a boquilha até ao orifício de aspiração do fornilho, se for o caso retire o filtro para permitir a passagem do escovilhão.

Agora insira o sal, até encher na totalidade o fornilho, e complete o resto do volume com o álcool. Tente não entornar álcool no exterior do cachimbo, poderá danificar o acabamento, se deixar cair alguma gota limpe imediatamente. Deixe o cachimbo repousar assim, durante um ou dois dias. Limpe cuidadosamente o sal do fornilho e deixe-o secar convenientemente por uma noite.

Atenção que esta técnica não é completamente desprovida de riscos. Não deixe o sal e álcool durante muito tempo, não permita que esta mistura passe para fora do fornilho.

3.    REPARAR UMA HASTE FROUXA

Mesma que tenha o cuidado de não remover a haste enquanto o cachimbo estiver quente é ocasional que este fique solto. Com o tempo o problema será solucionado por si. No entanto, se este se encontrar tão solto que corre o risco de cair, é melhor levá-lo a um especialista. Eles têm bastante prática em resolver situações com estas e, normalmente, nem apresentam contas muito elevadas.
Se estiver determinado a resolver o seu problema, saiba que tipo de haste tem. Se a haste for de lucite, e estiver solta, a melhor maneira é colocar um pouco de verniz para as unhas na zona de encaixe. Deixar que seque bem, e aplicar uma nova camada até atingir o diâmetro desejado.

Uma haste de vulcanite, por outro lado, é um pouco mais complexa de consertar, visto que será necessário aquecer a zona que encaixa no pescoço, e expandi-la dalguma maneira. Existem várias formas de o fazer, apresento aqui dois processos disponíveis.

Primeiro, remova a haste do cachimbo e insira um escovilhão pela boquilha até à outra extremidade, este passo serve para nos certificarmos que o a zona de entrada de ar não é bloqueada. Em seguida, aquecer cuidadosamente a área pretendida por aproximadamente 5 segundos, a intenção é a de amolecer a vulcanite, não a de derreter. Gentilmente, pressionar a área, em questão, contra uma superfície plana, posicionando a haste o mais perpendicular possível em relação a superfície de contacto. Quando a haste arrefecer, verifique se este se encaixa perfeitamente no pescoço. Se estiver demasiado solto repita os passos anteriores. Se este ficar demasiado apertado, então vai ter de recorrer a outra técnica. Leia o ponto a seguir.

Um método menos radical é o de esfregar, o contato da haste com o pescoço, em cera de abelhas, até que este se encontre devidamente revestido. Insira a haste no cachimbo, depois de fumar uma ou duas vezes o diâmetro da haste será o adequado para inserir no pescoço do cachimbo.

4.    REPARAR UMA HASTE APERTADA

Se a haste estiver inserida no cachimbo e for difícil de retirar, levando-o a recear que o cachimbo fique danificado, coloque o cachimbo no congelador durante alguns minutos; esta técnica é praticamente infalível. Se a solução não for satisfatória, entregue-o aos cuidados de um técnico.

Se conseguir retirar a haste, coloque um lubrificante seco, como a grafite, existente num lápis, ou então coloque-lhe cera na área de encaixe e tente inseri-lo novamente. Caso os resultados não sejam os melhores, terá de desbastar a haste ligeiramente. Arranje papel lixa fino e gire, suavemente, a haste envolvido na lixa. Trabalhe lentamente, com uma pequena pressão dos dedos sobre a lixa. Repita as vezes necessárias até que a haste se encaixe perfeitamente.

5.    POLIR UMA HASTE

As hastes de vulcanite podem oxidar, transformando-se de preto brilhante num verde acastanhado, que possui um aspecto horrível. Este é o caso em que um pouco de cuidado tem ótimos resultados. Evite, sempre que possível, que as hastes de vulcanite estejam expostas à luz. Limpe a haste cuidadosamente após cada uso.

Quando a oxidação ocorre, é possível que esta possa ser removida por métodos abrasivos suaves, como são o caso da pasta de dentes ou do bicarbonato de sódio. Se a oxidação for muito avançada é necessário que estes métodos de limpeza abrasivos sejam reforçados; aconselha-se o uso de produtos de limpeza de metais líquidos (prata ou ouro). Em nenhum dos casos é necessário esfregar, apenas deixar a haste de molho durante uma noite, e limpá-la meticulosamente no dia seguinte, e encerá-la com cera própria para o efeito.

Tenha cuidado com os logotipos, desenhos ou inscrições na haste, pois estes podem desaparecer devido à ação do agente abrasivo.


6. CUIDADOS COM CACHIMBOS DE ESPUMA DO MAR

É de extrema importância que não os deixe cair. A espuma do mar é na verdade sepiolite, um mineral de cores claras à base de magnésio, e, portanto, bastante frágil. Se um cachimbo destes cair muito pouco provável que sobreviva.

É vital que não deixe que o "bolo" se forme no fornilho, limpe bem o fornilho, com um escovilhão para cachimbo, após cada uso. Se, por descuido, o bolo se começar a formar, tem de o remover cuidadosamente, com uma pequena espátula, evitando riscar o mineral.

Muitas das particularidades que se aplicam ao cachimbo "Briar" também se aplicam ao cachimbo de espuma do mar. E terá de esperar que este seque devidamente antes de o usar novamente. No entanto o tempo de descanso é inferior ao dos cachimbos "Briar", pois é composto por um material inorgânico, que reage de uma maneira incólume à temperatura.

7.    FAZER OS PRÓPRIOS CACHIMBOS

É óbvio que podemos fazer o seu próprio cachimbo. Alguns amantes do cachimbo o fazem, existem "kits", previamente preparados para serem montados em casa. Há quem prefira fazer os seus cachimbos a partir do nada, desenhando, escolhendo a madeira até aos acabamentos. Devo afirmar, que isto me parece de uma complexidade muito elevada. Para mais pormenores procure informação em: www.amsmoke.com



Castro   Castro Valdomiro – Administrador de Empresas.
Apreciador de Cachimbos e Degustador de Charutos desde 1970.
Um dos Fundadores do Cigar Club, atualmente Diretor Moderador da Confraria
Amigos do Cachimbo - cAc e proprietário do Portal de Charutos do Brasil.

 

 

 
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