A melhor madeira para fazer cachimbo
por Alfredo Maia


Partagas O briar está sacramentado há mais de um século como a melhor madeira para fazer cachimbos.

O grande diferencial do briar é que ele não é fibroso. Por ser um nó, ele não tem fibras com direção preferencial, que tornam mais dificil fazer um cachimbo resistente. Além disso é denso e resistente à temperatura (apesar de queimar como qualquer madeira). Como começou não importa, mas com certeza não era tratado como é hoje. Como os tabacos de 1850 eram muito ruins para os padrões atuais, o gosto que pudesse advir da madeira não chegava a incomodar tanto.

O briar hoje é tratado, e muito bem tratado. Depois de retirado do solo ele é lavado e guardado até ter uma quantidade boa para trabalhar. Guardado em lugar fresco e ao abrigo do sol, seca muito lentamente. Leva meses.

A secagem é tão lenta que às vezes alguns brotos crescem dos "broussins" como são chamado os nós colhidos. Quando tem um volume bom ele é cortado em dois e depois fervido durante doze horas A fervura feita em água faz com que o caldo saia. Depois é deixado secar outra vez, bem lentamente, e cortado em "ebauchons" que são os blocos de onde saem os cachimbos. Alguns fabricante de cachimbo dizem que ainda fervem os "ebauchons" mais uma vez, alguns usando fórmulas misteriosas para melhorar a madeira.

Além disso o briar tem veios que o fazem muito bonito, mas que um jacarandá ou pau-marfim também têm.



O problema com as madeiras nacionais é que elas não são tratadas: o cara corta um pedaço de um tronco ou de uma tábua e já vai fazer um cachimbo. Isso vale para todos os fabricantes de cachimbo nacionais. A madeira (como o briar) está cheia de seiva que vai dar um gosto amargo quando chegar na boca. Só vai sair dai se a madeira for bem fervida e deixada secar bem lentamente (senão racha, como o briar também racha).

Se eu fosse eleger as madeiras nacionais para tratar e tentar fazer cachimbo eu escolheria: peroba (talvez a mais resitente); jacarandá , pau-marfim, pau-ferro, cerejeira (apesar de ser muito clara) e angico.



Briar

Em primeiro lugar: porque o briar? Porque já está sacramentado a mais de um século como a melhor madeira para se fazer cachimbos. Como começou não importa, mas com certeza não era tratado como é hoje. Como os tabacos de 1850 eram muito ruins pelos padrões de hoje, o gosto que pudesse advir da madeira era o de menos.

O grande diferencial do briar é que ele não é fibroso. Por ser um ele não tem fibras com direção preferencial, que tornam mais dificil fazer um cachimbo resistente. Além disso é denso e resistente a temperatura (apesar de queimar como qualquer madeira).




Segundo, ele é tratado e muito bem tratado. Depois de retirado do solo ele é lavado e guardado até ter uma quantidade boa para trabalhar. Ele é guardado em um lugar fresco e ao abrigo do sol e deixado para secar MUITO lentamente. Leva meses. A secagem é tão lenta que às vezes alguns brotos crescem dos "broussins" como são chamado os nós colhidos. Quando tem um volume bom ele é cortado em dois e depois é fervido durante doze horas A fervura (seja qdo for feita) é feita em água e só vendo o caldo que sai.

Depois é deixado secar novamente bem lentamente e cortado em "ebauchons" que são os blocos de onde são feitos os cachimbos. Alguns fabricante de cachimbo dizem que ainda fervem os "ebauchons" mais uma vez, alguns usando fórmulas misteriosas para melhorar a madeira.

Além disso o briar tem os veios que o fazem muito bonito mas que um jacarandá ou pau-marfim também tem.

O problema com as madeiras nacionais é que elas não são tratadas: o cara corta um pedaço de um tronco ou de uma tábua e já vai fazer um cachimbo. Isso vale para todos os fabricantes de cachimbo nacionais. A madeira (como o briar) está cheia de seiva que vai dar um gosto amargo quando chegar na boca. Só vai sair dai se a madeira for bem fervida e deixada secar bem lentamente(se não racha, como o briar também racha).

Se eu fosse eleger as madeiras nacionais para tratar e tentar fazer cachimbo eu escolheria: peroba (talvez a mais resitente); jacarandá, pau-marfim, pau-ferro, cerejeira (apesar de ser muito clara) e angico.



Castro   Alfredo Maia - engenheiro químico, é autor do livro “Tabacos e Cachimbos”, lançado em dezembro de 2008, e moderador da CAC - Confraria dos Amigos do Cachimbo.

 

 
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