Bitters

CampariCampari é o mais conhecido no mundo da categoria das bebidas amargas, feitas com álcool, ervas, raízes, frutas e cascas de árvores. Segundo a tradição européia, os bitters e amaros possuem efeitos digestivos. Fernet Branca e Underberg são outros tipos famosos. Alemanha e Itália lideram a preferência e dominam a produção de bitters.

Campari é uma bebida amarga e doce, com forte sabor de quinino. Nos coquetéis, como o americano e o negroni, ou com soda, o Campari apresenta sabor destacado e não tem substituto. Já o Fernet, à base de ervas e álcool neutro, foi produzido originalmente pela Martini&Rossi, mas fez sucesso com a marca Bianca, de Milão. Tem fama de amenizar ressacas, propriedade contestada pelos médicos, que não botam fé na combinação de 80 ervas da Ásia e África, inventada na Itália em 1845

jägermeisterO Angostura inicialmente era feito na cidade de Angostura, na Venezuela, e hoje é produzido em Trinidad Tobago. À base de genciana, serve como ingrediente de diversos coquetéis. Jägermeister, com 35% de álcool, lançado em 1935, é um grande sucesso alemão. Líder de mercado, ele é produzido por Mast-Jägermeister AG, em Wolfenbüttel, Braunschweig, Alemanha.  Há 56 ervas em sua composição, e seu sabor é mais doce do que os outros.  Este digestivo não é, portanto, um bitter, mas um kräuterlikör (licor de ervas). Jägermeister significa "Mestre Caçador". 

O sucesso do bitter alemão Kuemmerling fez  com que a empresa fosse adquirida pela Allied Domecq em 2001, e em 2005 pela Pernod Ricard.  Unicum é um bitter húngaro, consumido tanto como digestivo quanto como aperitivo.  Ao provar em 1790 a receita original de József Zwack, ainda sem nome, o Kaiser Joseph II da Austria proclamou: "Das ist ein Unikum!" ("Isto é único!"). O licor é feito com 40 ervas e especiarias, e envelhecido em tonéis de carvalho.  Seu sabor é similar ao do Jägermeister, porém é mais rústico e amargo.  Os húngaros apreciam peras em infusão no Unicum.



Gammel DanskGammel Dansk
é uma bebida alcóolica muito apreciada na Dinamarca, e é tomada até mesmo no café da manhã.  Seu nome significa "Velho Dinamarquês".  Bitter exemplar, ele é fermentado com angélica, anis estrelado, noz moscada, gengibre, laranja de Sevilha (Citrus aurantium), sorva, louro, genciana e canela. Becherovka é um bitter de ervas produzido em Karlovy Vary, na república Tcheca.  Aromatizado com anis, canela, e mais 32 ervas, ele foi vendido pela primeira vez em 1807. Quando servido com água tônica, o drink é chamado Beton (concreto, em Tcheco).  O Becherovka já completou 200 anos.  Em 1807, Josef Becher, um famacêutico, começou a vender a bebida como um tônico medicinal. Depois da 2a Guerra, a empresa foi nacionalizada, e posteriormente vendida para a Pernod Ricard. 



Outros bitters interessantes são:

Booneckam's: Espécie de bitter fino e muito antigo, originário da Holanda; atualmente é mais consumido na Itália e na Alemanha.



Calisay Bitter:
doce, originário da Catalunha, Espanha, feito à base de quinino. É usado às vezes como aperitivo, mas, em geral, serve como digestivo ou como acompanhamento de bolos e sobremesas.

China-MartiniChina-Martini:
Bitter doce italiano, pouco conhecido, fabricado pela firma Martini&Rossi.






Péychaud: Tipo de bitter franco-americano, empregado para aromatizar coquetéis.

Stonsdorfer: Bitter alemão de boa qualidade e bastante digestivo.

SuzeAperitivo: semelhante ao bitter, de origem francesa, de cor amarelada, com forte sabor de genciana.



O SEGREDO MAIS BEM GUARDADO DA TIJUCA

Luciana Fróes

China-MartiniUnderberg é um bitter, ou seja, um digestivo de sabor amargo, feito a partir de ervas aromáticas e álcool.  De origem alemã, trata-se de um produto de grande sucesso no mundo, e - surpresa! - é produzido desde 1938 no Rio, mais especificamente na Tijuca, na rua Paul Underberg, 54.  A direção da gigante alemã, que só vende garrafinhas de 20 ml, porém, não reconhece a legitimidade da empresa brasileira, que engarrafa o produto em generosas garrafas de 920 ml, e há uma briga judicial há 20 anos. 

Com seguidores fiéis e um sabor muito peculiar, o Underberg -nacional ou importado- gera diversas crenças populares: facilita a digestão, cura ressacas, abaixa o colesterol, relaxa e acalma.  Falta, é claro, comprovação médica para tanto, mas análises laboratoriais alemãs garantem a presença de vitamina B1 e antioxidantes.  O fato é que nosso diretor, Roberto Hirth, que tem fama não só de gourmet, mas de gourmand e até glutão, toma uma dose todo dia ao fim da tarde.  Seguindo o lema "SEMPER IDEM", o Underberg é poduzido na Alemanha desde 1846 (!) com a mesma receita.  São utilizadas ervas provenientes de 43 países, que misturadas ao álcool (42% no Rio e 44% na Alemanha) envelhecem em tonéis de madeira.  Embora seja mais apreciado puro, Underberg é também utilizado em coquetéis:



Pink Gin:
Pink Gin







Bater gim puro na coqueteleira com gelo moído.  Lavar o interior da taça com Underberg e eliminar o excedente.  Servir o gim geladíssimo sobre a película de Underberg.



Maria Teresa: 1/6 Underberg, 2/6 Batida de Coco, 2/6 Creme de Menta, 1/6 Cachaça


Winter:
1/5 Underberg, 4/5 Tônica gelada, sumo de meio limão, servir com gelo


Bar do Táxi:
1 dose de Underberg, completar com Soda Limonada gelada, decorar com limão


Four Points:
1/3 Underberg, 2/3 Punt e Mes, bater com gelo na coqueteleira, adicionar água com gás a gosto


UnderTail: 1/2 Underberg, 1/2 Cognac, 1 colher de açúcar.  Bater com gelo, espremer uma lasca de casca de laranja e adicionar outra com enfeite.


Martelinho:
1/2 Underberg, 1/2 Cachaça

Fontes:
Wikipedia
http://oglobo.globo.com/blogs/lucianafroes

 

 
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